A fotografia, aqui, é escuta. É espelho.
É o instante em que você se lembra de quem é.
Em transição. Em expansão. Em retorno a si mesmas.
A imagem nasce do encontro, entre o olhar que vê e o corpo que finalmente se deixa ser visto
Uma experiência artística e terapêutica.
Do ventre nasce o sentir, o gesto, o primeiro sopro. É ali, no território silencioso da criação, que a corpo se escuta.
A fotografia chega como extensão desse movimento, um espelho que não captura, mas recorda.
A travessia tem três momentos:
Pré-Ritual: conversa, acolhimento, intenção, preparação do corpo e da alma.
Ritual Fotográfico: respiração, som, tambor. A imagem nasce desse estado: espontânea, viva, orgânica.
Integração: silêncio e recolhimento. As fotos chegam depois, como símbolos da sua travessia.
Sentem o chamado de reconexão com o corpo e com a própria essência
Desejam expressar o que vivem por meio da arte e da imagem
Querem vivenciar a fotografia como rito e não como performance
Estão em processos de transição, cura ou renascimento
Quando mulheres se juntam com intenção, algo sempre se transforma.
O registro existe para que esse movimento não se perca.
Para que cada mulher leve consigo a memória viva do que aconteceu.
A fotografia como testemunha do sagrado compartilhado.
A barriga que cresce. O primeiro olhar. O dia que vira memória.
Registros do cotidiano sagrado, conduzidos com presença, sem pressa, sem roteiro fixo.
Porque o ordinário, quando visto com cuidado, revela o que há de mais extraordinário.
Caminho com o corpo, com a imagem, com o sagrado feminino e com a escuta há mais de cinco anos.
Sou terapeuta integrativa, fotógrafa ritualística, mulher cíclica.
Nos últimos anos, acompanhei mulheres em processos de recordar o próprio corpo, curar memórias antigas, retomar o prazer, o sagrado e o sentir.
Acredito que cada mulher carrega uma sabedoria única. Que nossa missão é lembrar quem somos em essência — antes dos traumas, das dores, dos silenciamentos.
Registros do cotidiano sagrado, conduzidos com presença, sem pressa, sem roteiro fixo. Porque o ordinário, quando visto com cuidado, revela o que há de mais extraordinário.
@luzciclica_